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27 maio 2008

Novos drops na Escolinha de Patinação AAGIL/Cambará

Além de ser presidente da AAGIL, sou dono de um half e uma mini rampa que ficam na sede social provisória da Associação. O half está lá desde janeiro de 2003 e a mini rampa desde 2004. Eu sempre brinquei de skate nesses equipamentos.

Posteriormente, em dez/2004 iniciamos o trabalho de criação da AAGIL da qual acabei me tornando presidente. Achei que era necessário, então, aprender a andar de in line, pois entendo que dirigentes de empresas têm obrigação de usar os produtos que vendem. A AAGIL nada vende, mas tem como uma de suas propostas a de fomentar a prática do aggressive in line.

Acontece que sempre me pelei de medo de altura. E altura para mim é tudo que esteja há mais de meio metro do solo. Saiu do rés do chão, para mim já é altura. Imaginem o que eu acho, então, de despencar de cima da mini rampa ou do half. Dropar é o termo técnico, despencar de patins lá de cima, só em sonho. Mas esse negócio de dropar, na primeira vez, funciona como um ritual passagem, é uma necessidade. Uma grande expectativa antes e uma festa depois.

Pois é. Aconteceu que na semana do dia sete a 14 de maio de 2008 o Luan, um garotinho de sete anos, aluno da Escolinha de Patinação da AAGIL, que já dropava brincando da mini rampa, naquele dia dropou do half. Dropou lá do jeito dele, mas dropou, e várias vezes, vejam:



Aí, eu, que já estou meio madurão e não deveria mais me empolgar com essas coisas, me senti instigado, fui lá no dia seguinte, subi na plataforma da mini rampa e dropei. A primeira vez dropei sentado e assim caí. Depois caí de costas, de frente e de lado, mas acabei acertando, meio cambaleante, lento, mas acertei e repeti o drop várias vezes.



A alegria que me deu foi indescritível, nem o Freud explica. Talvez o Wilhelm Reich até pudesse explicar pela teoria da remoção das carapaças neuromusculares. Sei que foi uma dropadinha de nada, duma alturinha à toa, mas fiquei muito contente. Tive a alegria de sentir um pouco o que é ser um patinador agg in line. A sensação de ter vencido o medo associado a um obstáculo e uma ação, a sensação de quem ganhou a liberdade. E eu estava lá sozinho, mas tinha cumprido com sucesso meu ritual de passagem.

4 comentários:

Anônimo disse...

Quem pratica Esportes Radicais não conhece fronteiras, o medo é um estimulo para romper barreiras e alcançar o objetivo principal,se superar, ultrapassar o limite do impossivel,para nós,superação é alimento para q se alcance a razão.

Anônimo disse...

Pois é, às vezes o medo é tão grande que até esqueçemos nosso proprio nome.

Taichi disse...

AEEE pow!! Parabéns pelos drops! Tô felizão pois sei que dropar era sua meta faz um tempo já, parabéns mesmo! E não é dropadinha não, ta valendo muito.
O Sr. é atitude pai. Que venham as próximas manobras!

emerson disse...

Que legal agora que fui ver esse video,poxa muito legal seu fernando estou feliz com sua coragem é isso ae parabéns pela evolução.....