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01 junho 2008

PROBLEMA 03 - DESINTERESSE DE ATLETAS POR QUESTÕES ORGANIZACIONAIS

Continuando a história da criação da AAGIL, aqui vai mais um problema examinado pelo grupo.


Descrição:
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É notório o fato de que os atletas da Patinação Aggressive In Line não se posicionam em termos práticos ante a reconhecida necessidade de melhor organizar o esporte. Parece haver mais interesse no prazer da aventura e da prática descompromissada e menos interesse no rigor burocrático da organização administrativa. De certa forma isto reflete um pouco o jeito de ser brasileiro. Este fato-problema é de alta complexidade, pois ocupa o segundo lugar em termos do número de conseqüências, que são seis e possui apenas uma causa a que se tem acesso difícil.


Conseqüências:
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01) Carência de apoio aos atletas;
02) Deficiência na divulgação do esporte;
05) Deficiência na elaboração de calendário de eventos;
09) Deficiência na estrutura para evolução de atletas;
10) Pouco conhecimento das regras de arbitragem;
12) Carência de informação aos atletas.


Causas:
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13) Carência de seriedade de atletas.



Prognóstico:
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A se julgar pela causa única, que por sua vez não tem origem dentro do conjunto, o fato-problema três é de difícil solução, pois não há como atuar sobre a causa. Todavia, é possível atuar sobre algumas de suas conseqüências.

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Logo nos primeiros momentos do grupo de trabalho o autor conversava com um dos participantes bissextos e este se referiu ao fato de que “ninguém liga para nada” o que, se aceito incondicionalmente, inviabilizaria em grande parte o trabalho a ser realizado.

O autor argumentou didaticamente perguntando se o participante sabia o porquê de sermos assim, desinteressados das questões organizacionais e de não as levarmos a sério. Como o participante não soubesse, o autor esclareceu dizendo que esses comportamentos são resquícios de nossa formação colonial. Que na época da colonização do Brasil, durante trezentos anos, tudo o que se gerava de riqueza era encaminhado para a Metrópole. Em conseqüência, os locais teriam desenvolvido comportamentos de resistência passiva e até mesmo de repulsa em relação a autoridade instituída.

E m resumo, não havia porque se esforçar em cuidados com o Brasil porque tudo deveria ser revertido para a Metrópole. Em adição, os produtos industrializados na Metrópole ou por ela comercializados é que tinham consideração por parte dos que detinham meios para consumi-los na Colônia. Os produtos da terra foram assumindo caráter de coisas de segunda linha em relação aos produtos oriundos da Metrópole.

Bem, correto ou não esse ponto de vista, o participante aparentemente se surpreendeu com as explicações e pareceu ter-se convencido de que há necessidade de lutar contra os comportamentos de colonizados ainda vigentes no Brasil.

Esse é um trabalho em que cada brasileiro deve se empenhar. A eliminação da mentalidade colonizada é absolutamente necessária. Envolve alguns aspectos organizacionais vistos aqui, mas envolve, também, questões de uso da linguagem, auto estima, enfim, imensa gama de atitudes e comportamentos que são básicos para o sucesso em qualquer atividade.

Uma extensão da mente colonizada pode ser vista na maneira pacífica como patinadores acatam a nomenclatura de movimentos inteiramente gerada em países estrangeiros. É claro que os criadores do esporte irão lutar para que os movimentos típicos da arte sejam nomeados pela língua de origem. Ora, é preciso que os patinadores brasileiros compreendam que a língua é, também, meio de difusão cultural e que é necessário, então, na medida do possível, preservar o uso de nossa língua traduzindo-se para ela os nomes das manobras, peças e equipamentos. Agindo assim estarão preservando sua cultura e, por conseguinte, sua existência.

Todavia, não há porque se cogitar de fobias a estrangeirismos e estrangeiros, ódio, xenofobia, não. Trata-se apenas de cuidar da identidade, das raízes, da auto-estima, tudo dentro da ótica de que se deve sepultar o mais profundamente possível o ser colonizado. Este é o caminho do cidadão e da cidadã e terá de ser percorrido até que cada um entenda que é necessário intervir na organização das diversas atividades, inclusive no agg in line.

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